Sinopse Histórica da ALMECE

Discorrer sobre a origem da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará – ALMECE significa laurear a figura ímpar da escritora Cândida Santiago Galeno, a nossa Nenzinha Galeno e sua marcante atuação na luta em prol da divulgação das letras cearenses, além dos “verdes mares”.

A beletrista Nenzinha Galeno de espírito patriótico e de larga visão no futuro, resolveu somar às Entidades Literárias já existentes na Casa de Juvenal Galeno, a uma outra com sede em São Paulo, veículo divulgador das letras municipais de todo o Brasil. E assim, a Academia de Letras Municipais do Brasil – Seção do Ceará foi instalada em 9 de setembro do ano 1983. Seu Quadro Social foi enriquecido com a participação de poetas, escritores cearenses que, em número considerável, aderiram aos objetivos da novel Academia, atendendo, principalmente, as exigências para admissão, dentre elas a elaboração de uma monografia do município representado. O trabalho era enviado à sede em São Paulo para aprovação em definitivo. A diretoria central outorgava um diploma de acadêmico ao sócio e um medalhão, assegurando-lhe desta forma, os direitos adquiridos e constantes do Estatuto Social.

Muito marcou essa primeira fase de existência da então Academia de Letras Municipais do Brasil – Seção do Ceará, sob a sábia e segura orientação de Nenzinha Galeno que, infelizmente, aos 22 de julho de 1989 partia para o plano espiritual. Assumiu a presidência, substituindo-a, o acadêmico Joarivar Macedo que se demorou na Academia apenas dois meses, assumindo a direção  a 1ª Secretária – escritora Alayde de Sousa Lima, de saudosa memória. Alayde foi eleita presidente durante o biênio 1990 a 1992. Com a falta de comunicação da AMLB de São Paulo, a nossa Arcádia que era uma Sucursal passou a ter vida própria, criando-se um novo Estatuto adaptado as condições dos sócios cearenses.

A ausência involuntária de Alayde de Sousa Lima, por motivos de doença, assumiu a presidência o vice, acadêmico João Batista de Lima que deixou os trabalhos da Entidade a cargo dos diretores: Meton Maia e Silva, Agostinho Cardoso Neto (de saudosa memória) e Francisco Paiva Lima, que durante bom tempo foram responsáveis pelo funcionamento da mesma.

Em 1994, a denominação Academia de Letras Municipais do Brasil – Seção do Ceará, através de uma Assembleia Geral Extraordinária foi substituída por Academia de Letras Municipais do Estado do Ceará – ALMECE. Constituiu-se então, uma nova diretoria: Presidente – Francisco Lima Freitas; Vice-Presidente – Francisco Paiva Lima; Secretário Geral – Agostinho Cardoso Neto (de saudosa memória); 2º Secretário – Jesus Rocha Campos; Tesoureira Geral – Maria da Conceição Ferreira Alves; 2º Tesoureiro -  Meton Maia e Silva; Diretora Social – Raimunda Neide Moreira Freire; Diretor de Assuntos Jurídicos – João Batista de Lima; Conselho Fiscal – Francisco Barros Alves, Ione Arruda Gomes e Aldenor Maia. Suplentes – Francisco Barreto de Sousa, José Moacir Gadelha de Lima e Antonio Valdenir de Almeida. 

Na sua primeira gestão, o acadêmico Francisco Lima Freitas reestruturou a Academia, conseguindo somar esforços dos acadêmicos já existentes com o ingresso de novos participantes, o que contribuiu em muito, para o soerguimento da Entidade, e com o apoio de todos criou o Informativo da ALMECE, o jornal ACADEMUS.

A história da ALMECE retrata, com muita precisão, a odisséia de bravos idealistas que jamais se intimidaram ante as adversidades, as provações e a ausência de recursos pecuniários, para avançar no sentido de promover projetos audaciosos no cenário da arte literária, num clima melancólico, onde predomina a ignorância das camadas populares sobrevivendo num ignoto desprezo dos órgãos públicos para com as pessoas paupérrimas e excluídas das grandes decisões nacionais, à margem do progresso.

O Sodalício cresceu vertiginosamente, ganhou fórum de vencedor. Nesses vinte e sete anos aumentamos nosso Quadro Social que conta hoje com a representação de mais de oitenta municípios. Nos primeiros anos realizamos nossas reuniões ordinárias e festivas na legendária Casa de Juvenal Galeno, com o apoio na época, do diretor Dr. Alberto Galeno, insigne neto do maior cancioneiro da poesia popular do Brasil, o notável vate Juvenal Galeno, ambos de saudosas memórias. Com a reforma da Casa do poeta, transferimo-nos para o Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras, localizada na Rua do Rosário, número 1, Centro, Fortaleza - CE, Brasil, que atualmente é palco de nossas memoráveis solenidades, atraindo grande público habituado a freqüentar e vibrar entusiasticamente com os nossos cometimentos, enaltecendo e colocando na vanguarda nossa gloriosa Entidade na gleba sofrida e, ao mesmo tempo, berço de eminentes intelectuais que enobrecem pelos seus feitos alcandorados a terra de Dom Helder Câmara.


Francisco Lima Freitas
Presidente da ALMECE

 

 

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