O HOMEM vs LITERATO

Francisco Lima Freitas nasceu no município de Capistrano-CE, no dia 22 de outubro. Filho de Maria Brígida de Freitas e de José Clementino de Freitas.
Descendente de uma tradicional família capistranense, o menino Francisco Lima Freitas cresceu saudável sob a égide de Nossa Senhora de Nazaré, aos cuidados excessivos da mãe que pretendia moldar-lhe o caráter nos princípios da moral cristã, sedimentados no amor divino, no respeito ao próximo e à Pátria.

Aos dez anos de idade Francisco foi matriculado no Seminário Seráfico de Messejana, onde deu continuidade aos estudos. Suas irmãs Diva e Ritinha ensinaram-lhe as primeiras letras. Enquanto a Senhora Maria Brígida se preocupava com a formação intelectual dos filhos, em particular do menino Francisco. Seu pai, o Sr. José Clementino, desejava ver os filhos trabalhando na roça, achava mais produtivo. Mas, enfim, venceu o Seminário. E Francisco concluiu o Primeiro Grau. Mais tarde, matriculou-se no Seminário dos Padres Sacramentinos de Nossa Senhora, em Manhumirim-MG, o que lhe favoreceu o aprendizado intelectual, o disciplinar, responsável pela gama de valores que dignificam sua personalidade.

Ao terminar o Segundo Grau, iniciou o estudo de Filosofia, mas não chegou a concluí-lo. Esteve na cidade de Alegre-ES, onde conseguiu emprego. Depois foi morar no Rio de Janeiro com um tio, o Sr. José de Freitas Lima, retornando anos mais tarde a sua terra. No auge da juventude e portando uma desinibição no expressar de seus sentimentos, com fluência verbal invejável ao homem do campo, ele se tornou correspondente dos Diários Associados. Escreveu para o Jornal O Povo, Diário do Nordeste, Informativo da ACEJI, Tribuna do Ceará, Jornal O Estado e tantos outros periódicos.

Francisco Lima Freitas contraiu núpcias em onze de dezembro do saudoso ano 1953 com a jovem Rosália Pinheiro de Freitas, nascida em Piquet Carneiro, filha de Eusébio Pinheiro de Sousa e Maria Isidoro Pinheiro. Dessa união nasceram-lhe nove filhos.

Francisco Lima Freitas exerceu por algum tempo a função de Agente Fiscal da Fazenda Estadual em Capistrano. Foi comerciante, atuando nos ramos de tecido e armarinho. Em seguida, passou a trabalhar numa Empresa de Economia Mista da Prefeitura. Em 1990 requereu sua aposentadoria, dedicando-se, desde aquela época, ao sublime ofício da escrituração literária.

Aos sessenta nos de idade externou seu estro poético, quando já pertencia aos quadros sociais das seguintes Entidades: ACEJI, ACI, SINCORCE, COOPCULTURA, ALMECE. O nosso escritor alçou vôos condutores de esperanças, precursores da felicidade. E não relutando em “ousar”, trouxe a lume seu primeiro livro: Um Pouco de Mim (1997), “Síntese de um Pensamento – Momento I” (1999), uma miscelânea de crônicas e poesias, revelando o âmago de seu ser, ora na contemplação de imagens líricas, ora no extravasamento de emoções sob o ímpeto da indignação e do repúdio a fatos sociais e políticos que fizeram a história deste país.

Em 1994, Lima Freitas assumiu a Presidência da ALMECE, na época Academia de Letras Municipais do Estado do Ceará. E com a galhardia dos grandes guerreiros, vem, desde então, enfrentando os desafios que se interpõem no desenvolvimento de quaisquer projetos literários. Outros livros surgiram: Síntese de um Pensamento – Momento II, Síntese de um Pensamento – Momento III, depois Momento IV. É autor participante de Antologias e Coletâneas.

Francisco Lima Freitas detém os seguintes títulos: Sócio da Academia Camocinense de Letras, da Academia Fortalezense de Letras, da Academia Cearense de Retórica. Sócio Correspondente da Academia Limoeirense de Letras, Sócio Colaborador da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB, Sócio Honorário da Academia de Letras e Artes de Caucaia-CE, Mérito Cultural da Academia de Letras e Artes do Estado do Ceará – ALACE, Mérito Cultural da União Brasileira de Trovadores – Secção de Fortaleza, Amigo da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, Mérito Cultural da Casa de Juvenal Galeno.  

Em depoimentos que constituem um auto-retrato, Lima Freitas nos revela: “Sou um homem de tendência reconhecidamente socialista. Um admirador dos saudosos juristas: João Mangabeira e Hermes Lima. Na poesia, louvo os nomes de Camões, Dante, Pablo Neruda, Castro Alves, Casimiro de Abreu e Carlos Drummond de Andrade, e igualmente na prosa: José de Alencar,  Antônio Calado e Rachel de Queiroz. Na Oratória: Cícero, Demóstenes, Mirabeau e Maurício de Lacerda, no Ceará – Maurício Cabral Benevides. Quanto aos maiores Estadistas do Século XX: John Kennedy, Máo Tse Thung, Lenine, Fidel Castro e Gandhi, no Brasil: Juscelino e Getúlio Vargas. É fã incondicional do gênio da Física – o cientista inglês Stphen Hawking.”

E assim é Francisco Lima Freitas, autêntico em tudo aquilo que pretende realizar, sensível a dor e ao infortúnio do próximo. Responsável e fiel aos compromissos assumidos. O seu sonho de consumo gira em torno da ALMECE e do ACADEMUS, não havendo como ignorá-los.
Os dois “mimos” constituem a razão maior dos seus suspiros românticos.

Francinete  Azevedo

 

 

 

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